Confira a matéria oficial do Campetro Energy 2018 e os principais fatos, dados e resultados do evento.

Campetro Energy 2018 fortalece pelo 6º ano consecutivo o polo de P&G e energias renováveis de Campinas e região


O evento com agenda permanente no calendário da RMC reuniu mais uma vez os principais players dos setores de energia, petróleo e gás. O Encontro de Negócios direcionado à cadeia de P&G e energias renováveis promoveu em torno de 600 reuniões, com expectativa de geração de negócios futuros prevista entre R$ 700 mil e R$ 1 milhão.
Comunicação CIESP-Campinas, Carla Marins

No dia 07 de novembro, o CIESP-Campinas e a FIESP, com o patrocínio da Petrobras, realizaram a 6ª edição do Campetro Energy , um dos maiores eventos do Setor de Energia, Petróleo e Gás Natural do interior paulista. . O evento realizado no Centro de Convenções – Expo Dom Pedro, com o tema “O Momento da Retomada”, reuniu lideranças e autoridades de âmbito nacional, visando o aproveitamento e maior produtividade para este importante setor da economia.

A recuperação da Petrobras e a nova era da companhia, bem como as novas energias foi o enfoque da palestra magna da Petrobras , a qual apresentou os dados de seu último relatório e estratégias de mercado a curto, médio e longo prazo. No dia anterior ao evento, (06/11), a Companhia anunciou publicamente seu maior lucro líquido desde 2011.

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 23,7 bilhões nos nove primeiros meses deste ano, maior valor desde 2011 e 4,7 vezes superior ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu o recorde histórico, de R$ 85,7 bilhões, com margem de 33%. Esse desemprenho se deve às maiores margens nas exportações e vendas de derivados no Brasil, impulsionadas pelo aumento do Brent e depreciação real. Além, disso, contribuíram para esse resultado o aumento nas vendas de diesel, a disciplina de controle de gastos e as menores despesas com juros, devido à redução do endividamento.

Nelson Luiz Costa Silva(Diretor Executivo de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão), relatou que no atual plano de gestão da companhia (2015-2018), o qual se conclui ao final deste ano, foram contemplados 18 sistemas de produção. Sobre os possíveis investimentos na área de renováveis o executivo afirmou que de acordo com os termos de aprovação de projetos e com parcerias que sejam consideradas de retorno para empresa, é possível que seja destinada uma faixa a essa categoria no próximo plano de gestão (2019-2023), em especial à energia eólica, através de parceiros potenciais para esta alavancagem no país.

Ao falar da atratividade do país em prospecção e exploração frente a outros produtores de P&G, o diretor Executivo discorreu sobre os resultados dos leilões da ANP – Agência Nacional do Petróleo, “os recentes resultados criam uma previsibilidade para o setor, lembrando que este é um setor de longo prazo. Vejo como muito importante a regularidade de rodadas de blocos da ANP. Ao avaliarmos o número de empresas atraídas e participantes observamos que há um interesse a nível mundial pelo país”, analisou.

Sobre os temas a serem priorizados para continuidade da evolução da regulação no mercado de P&G, Silva destacou o tema das mudanças climáticas “que permeia tudo que fazemos. Nessa seara as exigências só devem aumentar a nível global, assim a adoção de tecnologia para encurtar o tempo de desenvolvimento, o que tem sido norma para a companhia, acelerando sempre por meio da tecnologia para permitir a maior produtividade e redução de custos.”, validou.

O engenheiro Nelson Silva é diretor executivo de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão da Petrobras desde 2016, para onde veio participar da formulação do plano estratégico de recuperação da companhia nos últimos dois anos. O novo plano de negócios e gestão da companhia será anunciado em dezembro deste ano, o qual trará novidades em relação ao número de unidades.


Rogério Daisson Santos, Gerente Geral da Refinaria de Paulínia, salientou a relevância da atuação de entidades representativas do setor industrial como a FIESP e o CIESP, “são participações importantíssimas, através de entidades como o CIESP e a FIESP a cadeia produtiva se organiza com demandas definidas e tem a força para o encaminhamento adequado dos pleitos à empresas e indústrias, e da indústria ao mercado", identificou.

A Replan tem 46 anos de existência, e ao longo dessa história sempre foi motivo de alavancagem econômica do desenvolvimento regional, tendo extrema importância dentro do sistema Petrobras. Hoje a Refinaria é responsável por 25% da produção em todo território nacional. Sendo o percentual de 35% correspondente a área de influência (abastecimento) dos produtos da Replan no território nacional.


José Nunes Filho, diretor titular falou do potencial do polo regional de P&G, que sedia a Replan, maior refinaria do Hemisfério Sul, além do referencial expresso pelo pujante setor de Turismo de Negócios da Região Metropolitana de Campinas. “Temos a maior refinaria de petróleo do hemisfério sul, a Replan, o que demanda a produção de uma série de produtos e serviços, assim a grande vantagem de fortalecermos cada vez mais a cadeia de P&G em nossa região”, sublinhou.


A Região de Campinas, já é reconhecida por seu alto potencial, liderando os rankings das melhores cidades do Brasil para se fazer negócios e que atrai cada vez mais fabricantes de equipamentos e energias limpas, tendo destaque a BYD e a Globo Brasil, ambos com unidades de painéis solares fotovoltaicos em Campinas, que rendem significativo investimento e geração de renda. Na abertura, o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Social de Campinas, André Von Zuben, lembrou o fato de Campinas, ser a primeira cidade no Brasil a colocar na rua uma frota de ônibus elétrico. “Com a retomada do crescimento teremos o aumento da demanda de energia, daí a importância de nos prepararmos para este momento, a fim de atendermos a esta demanda com qualidade preço, sendo assim um setor-chave para o desenvolvimento do país. Nós aqui em Campinas apostamos muito na energia do futuro, foi aprovada este ano uma lei municipal que concede incentivos para as empresas de energias renováveis aqui se instalarem, a qual já é um polo de energia renovável, assim estamos fortalecendo isso porque acreditamos”, descreveu o secretário que também fortaleceu o fomento e incentivo a cadeia de P&G que é muito forte na região e no Estado.

- Destaques -


Entre os destaques do evento o Ideathon , uma usina de formação e desenvolvimento de empreendedores, com adesões gratuitas e que teve uma concorrida participação, tendo o número de vagas esgotado. A atração foi um formato inédito desenvolvido pela FIESP e que apresentou as novas oportunidades para se colocar em prática as tendências da quarta revolução industrial.

A presença das Fintechs e dos principais bancos na Sala de Crédito garantiram aos empresários o atendimento empresarial exclusivo de linhas de financiamentos direcionadas para compra de matéria-prima, máquinas e equipamentos, energias renováveis, construção ou reformas de instalações, projetos de pesquisas e desenvolvimento, exportação, capital de giro, investimentos, meios de pagamentos, antecipação de pagamentos, gestão de recebíveis, gestão financeira, seguro de crédito, cobrança de vencidos, recuperação de crédito e câmbios comercial e turismo. Um total de 11 instituições participando da Sala de Crédito, 64 atendimentos e 24 participantes.

Um dos grandes destaques do evento, foi a presença inédita da Escola Móvel 4.0 - A Evolução da Automação , que de acordo com a nossa contabilidade de frequência recebeu a presença de mais de 460 visitantes, que agregou um público composto desde executivos e CEO’s até estudantes de faculdades e escolas técnicas da região.

O Congresso que é a base deste grande evento, contou com 2 painéis, que ao todo, englobaram 12 palestras. Mais de 300 executivos e especialistas assistiram e usufruíram gratuitamente deste conteúdo.

No Painel 1 teve vez a Retomada da Indústria de Petróleo & Gás Natural, no qual palestraram: Alberto Machado Neto (ABIMAQ); Helder Ferraz da Petrogal Brasil, Ronaldo Andreos (COMGAS); Hercules Sales Padilha Junior (Petrobras); Gerson Rentes Borges (Petrobras). No Painel 2, em pauta o Futuro das Energias Renováveis, e com a voz estiveram: Ricardo Guggisberg (ABVE); Zilmar José de Souza (Única), Francine Martins Pisni (ABEEólica); Bárbara Rubim (ABSOLAR); Rennyo Nakabayashi (AES Tietê); Antonio Celso de Abreu Junior, Subsecretário de energias renováveis - Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo.

Foram parceiros do Campetro Energy: IsaCampinas, Buffet Primavera, ProVisão, Grupo Souza Lima, SindusCon, Tiroli & Partners, Habicamp, Única, Secrae-SP, IBEF Campinas, PUC-Campinas, ItsPicture, ABGR, Vitória Hotel, Unasp.

- Segurança energética e competitividade -


A objetividade em unir esforços para construção de uma nova indústria, ainda mais forte neste momento de retomada, foi ponto de concordância na mesa de abertura, que reuniu: Rafael Cervone, 3º Vice-Presidente da FIESP e do CIESP, representando o Presidente Paulo Skaf; Marcio Felix, Secretário Executivo representando o Ministro de Minas e Energia Wellington Moreira Franco; José Nunes, Diretor Titular CIESP-Campinas; Alexis Fonteyne, Deputado Federal Eleito e Conselheiro do CIESP-Campinas; representando o Prefeito Jonas Donizete, André Von Zuben Secretário Desenvolvimento Econômico de Campinas; Nelson Luiz Costa Silva, Diretor Executivo de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão, representando Ivan Monteiro Presidente da Petrobras; Eduardo Tadeu Saggiorato, Diretor Financeiro e de Negócios Desenvolve SP, Representando o Presidente Álvaro Sedlacek; Julio Diaz, 1º. Diretor Adjunto Infraestrutura FIESP/CIESP; Ricardo Cantarani, Sub-Secretário de Petróleo e Gás, representando Sr. João Carlos de Souza Meirelles, Secretário de Energia e Mineração do Estado SP; Rogério Daisson Santos, Gerente Geral da Refinaria de Paulínia – Petrobras; Nilcio Cairbar de Souza Freitas, Gerente Sebrae Campinas.

Representando o presidente do CIESP/FIESP, Paulo Skaf, o vice-presidente do CIESP, Rafael Cervone, destacou o desfio de continuar a prover energia para movimentar a economia, mas com menor quantidade de emissão de gases que acentuam o efeito estufa, um dos principais responsáveis pelo aquecimento global. As questões relacionadas a essa inevitável transição energética, com a busca por fontes mais limpas é um dos principais pontos de debate.

No evento as empresas puderam espontaneamente através das pautas que permearam todas as atrações analisar o índice de maturidade do seu setor industrial e de suas empresas em relação à indústria 4.0. Dentre as tecnologias e os processos que estão revolucionando a manufatura no mundo e que foram expostas estão Internet das Coisas, a Robótica Avançada, Computação em Nuvem, Integração de Sistemas, Manufatura Digital e Aditiva, Segurança Digital e Big Data.

O país tem potencial para ser líder global do processo desta transição, já que 43% da energia tem origem em fontes renováveis, com desenvolvimento contínuo da energia eólica, solar e bioenergia, além da abundância de reservas de petróleo & gás, que podem financiar a transição para uma matriz mais limpa. Porém, há falta de exposição de mercado e um ambiente de negócios saudável, para atrair investimentos e entregar a energia limpa com sucesso.

A redução da máquina do Estado e a autonomia do setor privado permearam as exposições decorridas pelas autoridades. Representantes de governos das esferas municipais, estaduais e federais, elevaram o valor agregado da formação e fortalecimento de redes de centros pensantes e executores como Campinas, um reconhecido polo de P&G e Energias Renováveis, visando com que desta forma a agenda do Estado seja discutida e a partir de então criada uma eficiente agenda local.

- A retomada do setor de P&G e futuro das energias renováveis -


“Quero fazer uma viagem no tempo para esta mesma sala, há dois anos. Naquela ocasião, tudo era esperança. A cadeia brasileira de Petróleo & Gás Natural passou por momentos decisivos. A gravidade da situação da maior operadora, a Petrobras, exigiu da nova direção coragem, determinação e correção de rota. A partir dali, tenta-se construir uma indústria mais unida. Era um ambiente diferente. Hoje caminhamos para ter diversidade de empresas atuando e diversidade de oportunidades no setor. Foram anos duros de crise, mas aos poucos o setor dá sinais de uma retomada que pode ser decisiva para a economia do país.”, disse Cervone, vice-presidente do CIESP.

A FIESP e o CIESP lembram que a indústria do petróleo & gás tem capacidade de contribuir com a recuperação da economia brasileira, já demonstrada durante seus melhores momentos. Neste sentido, o segmento tem vários desafios a superar, entre eles:

• O futuro do conteúdo local precisa ser discutido, e o país precisa se planejar para avançar em tecnologia e se preparar para o aumento da demanda quando os campos arrematados nos últimos leilões entrarem em fase de desenvolvimento;

• O gás natural ganha papel de protagonista. O país está em processo de abertura do mercado de gás natural, combustível apontado como de transição para uma matriz energética mais limpa. Esse movimento tende a ser o impulsionador da retomada do crescimento.

• O segmento submarino e inovação é competitivo no país, porém as margens são pequenas e baixa a utilização das fábricas aqui instaladas. A sobrevivência deste segmento é vital, pois será a principal fonte de conteúdo local quando as operadoras começarem a comprar novamente. A indústria 4.0 já chegou ao setor e é necessário pensar na indústria 5.0 ou que vier pela frente.

O mundo vive um desafio gigantesco: continuar a prover energia para movimentar a economia, mas com menor quantidade de emissão de gases que acentuam o efeito estufa, um dos principais responsáveis pelo aquecimento global. As questões relacionadas a essa inevitável transição energética, com a busca por fontes mais limpas é um dos principais pontos de debate. O país tem potencial para ser líder global do processo desta transição, já que 43% da energia tem origem em fontes renováveis, com desenvolvimento contínuo da energia eólica, solar e bioenergia, além da abundância de reservas de petróleo & gás, que podem financiar a transição para uma matriz mais limpa. Porém, há falta de exposição de mercado e um ambiente de negócios saudável, para atrair investimentos e entregar a energia limpa com sucesso.



No setor de energia, é preciso que as políticas públicas, a legislação e as regulações tenham como norte estabilidade regulatória e segurança jurídica. As metas devem ser: evitar a concentração de mercado, promover a concorrência e a competitividade, aumentar a eficiência e a produtividade e, assim, reduzir preços e tarifas, tendo como beneficiário final o consumidor.

O sucesso das rodadas de licitação da ANP-Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis mostra a importância de uma agenda plurianual de leilões, garantindo a previsibilidade, bem como avançar com o excedente da cessão onerosa. A recuperação da Petrobras depende de continuidade do plano de desinvestimentos, atraindo outros agentes para as etapas do gás, refino e distribuição.

Os biocombustíveis têm papel relevante no mercado, principalmente com o etanol e o biodiesel. O Renovabio é uma oportunidade de equilibrar a oferta e atender ao compromisso ratificado no Acordo de Paris.

No setor elétrico, há necessidade de diversificação com redução de impactos ambientais, que precisa ampliar a participação de fontes renováveis e integrar os órgãos ambientais para aprimorar o processo de licenciamento. As características continentais do país exigem a adoção de políticas que potencializem as vantagens de cada região e incentivem a geração distribuída.

Os especialistas sinalizam veemente o fato de que o setor precisa de reformas para ampliar a concorrência e reduzir a concentração, com revisão dos subsídios e tributos que oneram a conta de luz. É preciso fortalecer o mercado livre, permitindo que o cliente escolha seu fornecedor de energia, aprimorar o modelo regulatório e reduzir tarifas.

“Os desafios são gigantes e devem ser encarados pelo novo governo. Para avançarmos na vanguarda para onde está caminhando o mundo, há a necessidade de ação conjunta e sinérgica dos diversos atores da sociedade para o enfrentamento racional desses desafios que exigem, de todos nós, uma postura responsável e ética, tanto na produção quanto no consumo”, avaliou o vice-presidente do CIESP.