CAMPETRO Campinas Oil & Gás recebe cerca de mil pessoas, com perspectiva de negócios futuros em torno de 20 milhões de reais

O evento, com realização do CIESP-Campinas e COMPETRO - FIESP/CIESP e correalização da Prefeitura de Campinas, teve agenda em 04 e 05 de novembro, no Expo Dom Pedro



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O diretor titular do CIESP-Campinas, José Nunes Filho destacou os benefícios para a região: “Temos a maior refinaria de petróleo do hemisfério sul, a Replan, o que demanda a produção de uma série de produtos e serviços, assim a grande vantagem do CAMPETRO está na possibilidade de preparar os fornecedores locais, fomentando significativamente o crescimento da cadeia produtiva de petróleo e gás na RMC. Observamos que a grande dificuldade está na qualificação adequada para atender às exigências do cadastro de fornecedores”, ressalva. Nunes ainda declarou que o evento está em linha com a vocação da cidade em inovação e tecnologia: “Temos demanda por serviços e produtos. Vemos grande oportunidade de gerar riquezas, emprego e desenvolvimento regional”, afirmou.



Na abertura, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, elencou as expectativas positivas para o futuro e a importância da agenda de competitividade para criação de uma política industrial na área de petróleo. “Esta é uma cadeia que tem muitos derivativos, gera muito emprego, além de permitir a detenção de tecnologia. Campinas realizou um estudo para um planejamento de médio e longo prazo, detectamos, para as próximas décadas, as áreas de vocação do município, dentre elas está a de tecnologia. No setor de P&G a inovação e a tecnologia estão muito presentes, assim já foi enviado à Câmara Municipal um projeto de lei que prevê um incentivo fiscal permanente para o desenvolvimento e fomento dessa área”, revela.

O gerente geral da Replan, Cláudio Pimentel, fundamentou a importância de uma permanente agenda positiva, com ações como o CAMPETRO, que visam aproveitar o potencial e as grandes oportunidades para geração de novas tecnologias na região, além do fomento ao cadastro de fornecedores. “Na região de Campinas temos a maior refinaria do país, a Refinaria de Paulínia – Replan, que abastece 36% de todo o território nacional, 50% do petróleo refinado no país provém do Estado de SP, sendo que esta Refinaria processa em torno de 24% de todo petróleo nacional, incluindo o pré-sal, que corresponde a 10% do petróleo refinado na Replan”, descreve.

“Encontros como esse são ocasiões para que juntos encontremos as oportunidades, criemos canais e avancemos nossa demanda”, alerta Pimentel.

O Gerente Regional SEBRAE Campinas, José Carlos Cavalcante, orientou sobre as oportunidades para as MPEs em segmentos de alta competitividade, reforçando o fato de serem mercados exigentes quanto àinovação, tecnologia, certificação e qualidade em todos os processos. “Para as empresas que conseguem atender às normas do cadastro de fornecedores, entre os principais ganhos podemos destacar o desenvolvimento de novas carteiras de clientes; o aumento da produtividade e a, consequente, ampliação da rentabilidade dos negócios”, pontuou.



Organização




O CAMPETRO contou com a realização do CIESP-Campinas e COMPETRO – FIESP/CIESP; correalização da Prefeitura Municipal de Campinas; Patrocínio da Petrobras - Governo Federal, do Sebrae, e da Facamp; apoio do SESI, SENAI e CIEE; além do apoio institucional da ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Nesta nova versão o encontro apresentou algumas inovações para o mercado, dentre elas a Exposição, na qual participaram empresas ícones da região, e a Escola Móvel de Robótica Subaquática do SENAI que atendeu ao público com visitas monitoradas; bem como o Congresso, com renomados palestrantes; o atendimento ao Cadastro de Fornecedores da Petrobras; a Sala de Crédito, com atendimento empresarial dos bancos de fomento; e a já conceituada Rodada de Negócios.



Rodada de Negócios


Em um período de três horas e meia, a rodada, realizada no dia 05, contabilizou aproximadamente 1.500 reuniões, com 26 participantes de empresas âncoras e cerca de 180 participantes.



Foram fechados R$ 2,5 milhões de negócios e a estimativa é que as negociações entre empresas âncoras (compradoras) e fornecedoras gerem perto de R$ 20 milhões em negócios futuros. O 1º vice-diretor do CIESP-Campinas e diretor de Produtos, Serviços e Negócios do CIESP, José Henrique Toledo Corrêa, explicou que esse volume de negócios pode até ser ampliado nos próximos meses, em razão do alto valor agregado dos produtos negociados. “Em se tratando da cadeia de petróleo e gás, há produtos de maior valor agregado sendo ofertados. Por isso, acreditamos que o montante de R$ 20 milhões para os próximos meses ultrapasse nossa expectativa”, considerou.



No evento, secretário estadual de Energia anuncia gasoduto de R$ 11 bilhões


“O gás virá da exploração das empresas na Bacia de Santos. O gasoduto partirá do Litoral até a região da Capital, na qual será distribuído pelas concessionárias para as regiões do Estado”, declarou o secretário estadual de energia, Marco Antônio Mroz


O secretário estadual de energia, Marco Antônio Mroz, que esteve na abertura do CAMPETRO, representando o Governador do Estado de SP, Geraldo Alckmin, divulgou a obra de R$ 11 bilhões, que será realizada em parceria com a iniciativa privada, para levar o gás natural da Bacia de Santos aos polos industriais paulista, aumentando a competitividade dos polos industriais e também a geração de tecnologia.

Segundo Mroz o projeto, que estará em operação num prazo de cinco a seis anos, deve incrementar em 16 milhões de m³ por dia a quantidade de gás natural disponível em São Paulo.



Perspectivas do Setor


O primeiro vice-presidente do CIESP, Rafael Cervone discorreu sobre a Política de Conteúdo Local e a necessidade da articulação dos setores. “Segundo dados do Governo do Estado de SP, a cada R$ 1 bilhão de reais investidos na cadeia de P&G no país, São Paulo captura de forma direta e indireta R$ 420 milhões em valor de produção, R$ 166 milhões em valor adicionado e gera cerca de 9 mil postos de trabalho”, revela.

“Porém, todo este potencial que se apresenta somente será convertido em riqueza, desenvolvimento tecnológico e negócios para as empresas brasileiras, se houver uma excelente articulação entre todas as instituições que apoiam o setor de petróleo e gás no país”, alertou.


O vice-presidente da FIESP e coordenador do Competro – FIESP/CIESP, José Ricardo Roriz Coelho sublinhou a necessidade de agenda para colocar o Brasil no rumo, questionando a recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em elevar em 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros Selic para 11,25% ao ano.

“O petróleo hoje representa 10% do nosso PIB e vai representar nos próximos dez anos quase 20%. Então, é um setor que precisa de investimento, de alto conteúdo tecnológico. Precisamos de uma agenda para colocar o Brasil no rumo”, concluiu.


Segundo os cálculos do coordenador do Competro – Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria de Petróleo e Gás – FIESP/CIESP, o Custo Brasil por intensidade tecnológica em 2012 influenciou em um diferencial de preços para o produto brasileiro de 21,6% nos casos de baixa intensidade tecnológica. Mas nos setores de média-baixa intensidade tecnológica, o produto nacional é 39,6% mais caro que o importado.